terça-feira, 3 de março de 2009

Day 2...

Cá estou eu de novo, para mais uma intervenção.
Bora lá abanar com a opinião pública! =D
Então... pouco depois do meu post anterior (o primeiro e único, por sinal...), lembrei-me de duas coisas que devia também ter explicado (se bem que isso teria tornado o primeiro post ainda maior, daí que desse prisma já se calhar acho que foi melhor ter-me esquecido) - a minha urge por explicar este tipo de cenas é mais no sentido de que quão melhor me der a entender, melhor me darei a entender, tipo nas opiniões "a sério", ou a falar de algum assunto em concreto. São elas (as duas coisas a explicar, não as "a sério") o endereço do blog, e o título do blog.

O endereço do blog (clausura-social.blogspot.com), nasceu após uma série infrutífera de outras tentativas, na medida em que já havia um blog com esse nome (com o nome dessas tentativas, logicamente). São exemplos "mais-um-blog", "azul-escuro", entre outros. Clausura social na medida em que hoje em dia, nenhum ser humano, a não ser que se esconda (apesar de uma opção tautologicamente inválida no respeitante à ideia base desta frase), que deserde, vá para a Antártida ou uma coisa do género, é livre. Ou seja, basicamente, qualquer indivíduo que viva em sociedade, está inerentemente limitado pelas regras desta, não havendo sequer a possibilidade de escolher não as inserir no seu plano de vida. E isto acaba por ser, segundo a minha análise, um atentado à liberdade, já que ninguém é forçado a acatar seja o que fôr e a pensar de determinada maneira, estabelecida por outrém como resultado da bagagem cultural e mecânicas de funcionamento em sociedade acumuladas ao longo dos tempos. (escrevo frases muito longas, é uma trampa, eu sei, mas é difícil evita-lo, e não tenho paciência para estar a reformular raciocínios deste nível de abstração) Dessa forma, considero que cada um de nós vive enclausurado na sua respectiva sociedade, obrigado a seguir as suas regras, modulado e pressionado a pensar o que ela dita. Até consigo conceber que a ideia original tenha sido bem intencionada, naquela de conferir harmonia aos povos, e permitir uma existência tão pacífica quanto possível, através da colecção (um dia em que me julgue capaz, dou a minha opinião sobre o polémico novo artigo ortográfico, ou, da forma que o vejo, "o combate das inércias") de convenções, mas a coisa descambou de tal maneira que hoje em dia vivemos agrilhoados a essa manifestação de convivência. Espero ter-me feito entender :P

Azul-escuro tem uma explicação bem mais simples, e esta é a de que gosto muito dessa(s) palavra(s), da forma como soa(m), e do que me evoca(m) quando a(s) ouço ou penso nela(s). Sei que foi chata esta frase, por causa da cena dos parênteses, mas não sei mesmo como designar a "expressão" e não me apetece estar a procurar a "regra". (foda-se, só aspas! :P) Tenho também de referir que compreendo que seja um título a roçar, ou mesmo a esfregar-se espreguiçadamente, no pseudo-intelectualismo, que alerto logo no subtítulo querer evitar, mas muito do pseudo-intelectualismo desaparece (também pode acentuar-se...) quando conhecemos o seu emissor. Porque a ideia, se nascer genuína, é despida de ruído. Por isso há que dar o benefício da dúvida, ou da incerteza, que acho que seja um termo melhor para esta expressão (duas vezes no mesmo parágrafo... o sono não me dá alternativas agradáveis, por isso ficam assim, repetidas).

E pronto, julgo já ter feito uma introdução bem porreira ao blog, ainda que como hoje se viu, é bem possível que se voltem a verificar novas modificações ou acrescentamentos. Moving on... posso finalmente passar ao que interessa, que é falar de coisas, que acontecem, em que eu penso, que alguém disse, qualquer cenário que passe no meu filtro de interesse.

3 comentários:

  1. "Into the Wild" - vê o filme, e já agora lê o livro.
    Uma filosofia bem interessante que dá vontade de agarrar

    ResponderEliminar
  2. És gajo de ter razão Ska. Eu efectivamente não tenho resposta à tua questão.

    ResponderEliminar