Criei um blog. Como tal, acho que posso inicia-lo explicando o que me motivou a tal.
Como a esquematização é dito que facilita a digestão das ideias, ficam aqui descritos os vários passos por ordem cronológica:
- inicialmente não ia com blogs:
. nunca compreendi o interesse dos blogs - quem decide fazer um, tudo bem, cada um faz o que lhe lhe dá na telha se não xatear os outros, mas pensar no que levaria as pessoas a procurar um blog, onde a probabilidade de encontraram uma ideia ou opinião que pouco ou nenhum valor lhes tivesse, eventualmente (provavelmente...) ainda mal escrita (pessoas que saibam escrever arranjam um buraco qualquer onde as publicar...), era decididamente elevada, fazia-me muita confusão; (o tamanho da frase torna-a confusa, ainda que esteja correcta, e isso seguramente se reparará facilmente, é uma das minhas falhas "literárias"... ficam já avisados)
. para ler algo interessante não faltam boas revistas, jornais, livros, websites, a fornecer bom material.
- entretanto mudei de opinião:
. tenho lido/visto coisas muito interessantes em blogs;
. pensei melhor, e muita gente, mesmo não se dedicando de todo à escrita, pensa em coisas engraçadas e/ou interessantes, e a sua essência e qualidade não se perde quando as transmitem para a escrita; (parece redundante da ideia anterior, mas esta é uma conclusão mais geral, não se refere apenas a blogs)
. o gajo da série Californication tem um blog e farta-se de dar uso ao berbequim;
. no meio de tanta gente, deve haver alguém que consiga retirar algum gozo ou utilidade daquilo que me vai preenchendo o pensamento;
. os blogs são extremamente pouco chatos - porque não obrigam ninguém a estar a ouvir uma pessoa chata durante uma eternidade só porque tem uma ideia ou conhecimento que queremos adquirir: a qualquer momento passamos um parágrafo à frente de encontro ao que é a razão de os estarmos a consultar, e podemos mesmo lê-los simplesmente à velocidade que nos interessa, com ou sem pausas, ou mesmo abandar a leitura se vemos que aquilo está a descambar para um aterro sanitário;
. eventualmente acabo por me esquecer das minhas ideias, mesmo quando as acho interessantes, e assim arranjei uma forma de as registar.
Não sei se enumerei todas as razões importantes (discordo veemente com aquela "máxima" de que "se não nos recordamos de algo, esse algo não é relevante"), mas creio que é basicamente isto. Mesmo assim, vou sempre a tempo de completar com mais alguma que seja, num futuro post doutro dia.
Finalizando, só a meio de estar a escrever este texto me lembrei que era bem melhor tê-lo feito em Inglês, para alargar o meu raio de acção a um número grotescamente maior de pessoas, mas não me apeteceu estar a recomeçar, principalmente tendo a noção de que não há como comunicar na Língua Materna (neste caso tão belamente expressiva, ainda que muitas vezes pouco objectiva). Desse modo, para já fico-me pela língua de Queiroz (acho que também merece indubitavelmente o tributo :) ), e depois logo se vê se mudo ou não. Ah, e o smilezinho faz parte da linguagem... Concordo que seja discutível a sua pertinência estética, mas ajuda a reforçar a expressividade, logo lhe reconheço justo o direito a fazer parte da minha escrita, que tantas vezes se revela um obstáculo quando me quero dar a entender.
E é isto, por enquanto.
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Escusas de escrever tudo novamente em Inglês.
ResponderEliminarA coisa fica muito mais engraçada quando fazes a tradução no google translator. Algumas frases ficam verdadeiras pérolas!
abraço e continua aí a martelar